quinta-feira, 17 de maio de 2012

Quem se importa?


Talvez não tenha asas e nem um arco em cima da cabeça
Talvez não seja bonito fisicamente
Eu não me importo

Com verdade vos digo: Eu não me importo!

Penso que ele se transforme e como anjo da guarda, me guarde em si
Um dia vou querer encontrá-lo
E agradecê-lo

Ora, vamos! Como haver só um corpo?
Só matéria? Nada mais?
Então,
Quem te escreve aqui e agora?

Eu me importo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Eu fui lá


Eu fui lá
Eu estava lá
E quando eu estava lá, eu pensei: “Quando chegar em casa vou escrever sobre aqui”
Quanto contraste
Quanta felicidade e tristeza ao mesmo tempo
É tudo muito carregado
Cada passo
Cada abraço.
Não me faz bem. Mas faz bem ir lá, às vezes.
Percebe-se o valor da vida

Mesmo que tudo seja branco
Eu vejo diferente
Sou bem inconstante, mas estava constantemente triste
É certo lugar em que existe começo e finais de uma vida
Porque somos bebê, criança e precisamos de cuidado
Adolescentes querendo independência e depois
Adultos,
E voltamos ao começo
De cabelos brancos e pele tão sensível quanto o meu coração ficou, precisam de cuidado, carinho, atenção.

Por um momento tudo parou:
Quando meus olhos fitaram minha avó com seu rostinho colado ao de meu avô, que já sem forças, deitado na cama, retribuiu esse carinho.
Para finalizar, um beijinho na testa e “Durma bem, Bem.”
Detalhe: após 50 anos de casados.

Eu senti amor.
Eu senti amor na pele, no coração, percorrendo as minhas veias e até no cérebro.
Um grande arrepio e logo percebi que precisava estar ali.
Foi como um tapa na cara.
Cuide-se!

Der repente:
Vi o por do sol da janela do quarto e percebi que naquele lugar, apesar de tudo, o que prevalecia era a e-s-p-e-r-a-n-ç-a.


                                          ESPERANÇA.


Ventania


Um dia quero ser poeta para poder traduzir as palavras de uma ventania. O que diz ao bater incansavelmente na janela de meu quarto, no meio de tal escuridão sem fim, até adormecer.
  Seu som suave ao fazer folhas e folhas de coqueiros se debaterem, no final de uma tarde qualquer, como se fossem finais de versos daquela sua poesia preferida, ainda não compreendida.
  Talvez o rancor de uma ventania seja o movimento provocado por tal na imensidão azul formando várias e fortes espumas brancas raivosas, sendo em cima ou em baixo, não importa.
  Ela se vai. Ela se deixa ir, permitindo sua própria liberdade. Retornando apenas quando necessário. E entre suas indas e vindas o que nos resta é apenas sermos aprendiz de uma santa sabedoria.
  No entanto, fico por aqui sendo um aprendiz, mas prometo que quando poeta for não me esquecerei de traduzir para vocês a sabedoria de uma velha e santa ventania, pois poeta, eu serei.


Quem Somos?


  Eu não tenho reação. Eu não sorrio por vontade própria. Eu tenho que dançar conforme a música e não posso errar sequer um passo, atiram-me pedra. Na cabeça! No corpo, a carne que será apenas uma decomposição do que um dia existiu, e o saber, fica para trás, a gente finge que não sabe, porque fingir a gente sabe bem.
  Não é possível pensar, o mundo exige muito e o mecanismo monótono já estabeleceu regras sobre o seu modo de viver ou apenas sobreviver. Esta tudo muito cômodo para que possamos nos movimentar, raciocinar e crescer.
  Existem regras robóticas nos prendendo em um círculo, criando um mecanismo, nos moldando com ferro e a gente se deixa levar, ficando tontos de tanto rodar em mentes hipócritas.
 Às vezes, fingimos.
 Fingimos nos moldurar diante de todos, pois não somos capazes de nos expressar e libertar. Se nos libertamos somos julgados. Em um mundo onde pagamos para nascer e morrer, não se pode viver.
  Pense, questione, grite! E se for preciso morra suplicando por aquilo que nunca existiu: vida.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dele para mim

Eu passaria a minha vida inteira aqui. Eu passaria todas as estações aqui com você. Quando chegasse o inverno, eu não sentiria frio, pois seu corpo me aqueceria. Eu não sentiria fome, nem sede; pois eu beberia você. Eu só precisaria do ar que vem da sua respiração para viver. E mais nada. Só de você, nós dois, aqui. Até o resto de todos tempos!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ainda incerto

Todos procuram uma razão para viver
Eu vivo sem ter razão
Deixa-me em paz

Quero um canto para morar, longe da cidade
Um emprego que dê para comprar comida e pagar contas
Um pouco de mar e por do sol todo dia

Distanciando-me da dor e de tudo que existe
Mas procurando alguém
Alguém para me libertar

Dessa escuridão sem fim.

O sentimento

  O amor é o que uma pessoa sente pela outra fazendo assim, o coração disparar ou parar de bater. Um amado, outro amando e vice-versa. Sentimento único e imperfeito, que se encarrega de nos transportar para outro mundo até de olhos abertos para a realidade.
   Quando sentido verdadeiramente faz tremer as mãos e os pés ao encontrar a pessoa amada, e na hora não conseguimos definir se o coração esta disparando em uma velocidade inalcançável por qualquer outro sentimento, ou se definitivamente parou de bater. E não sabemos até o final do dia, mas sabemos que o sorriso não sai do rosto nem por frações de segundos.
  Sentimento que comanda os atores da cena: amando e amado. Sem o menor jeito, transforma nossa mente para fantasias e nos faz pensar apenas na pessoa amada, não tendo espaço e nem tempo para mais nada. Você se ocupa totalmente em relembrar cada detalhe fazendo crescer cada vez mais tal sentimento. Às vezes cresce de tal maneira que não cabe mais em uma só pessoa, escorre pelos olhos e mesmo assim ainda falta algo. Lembre-se sempre da imperfeição, se choras e sofre isto também é o amor.
  Estremecendo tudo, vem da alma e passa pelo corpo inteiro. Reconhecer uma pessoa apaixonada é fácil. Os olhos brilham intensamente, o cuidado ao tocar e cuidar é essencial, não esquecendo também, entre meios de amores dos beijos e caricias que acompanham tal sentimento de forma exuberante. Possui o poder de fazer pessoas mudarem para melhor pelos seus amados. A forma mais forte de se amar é saber perdoar.
  O amor não é perfeito, mas quem o sente transforma-o em perfeição. Controla a maior parte da humanidade e quem nunca o sentiu não sabe o que é viver por outra pessoa, se entregar de corpo e alma. Sem definições ele próprio se define por inteiro. Não há outro parecido muito menos igual. E sempre será, a única luz existente no fundo do túnel.