segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Para trás
Chega sempre um momento que você se cansa. Estou em outra fase da minha vida, quero uma continuação e um novo eu para uma nova fase. Esse blog está todos os meus destroços e deles eu só quero levar a aprendizagem. Sinto que está muito bagunçado, mas agradeço de todo o coração por todo esse tempo. Você foi imprescindível. Agora não dá mais. Obrigada.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Dentro do silêncio
Eu tento me arrumar
Órgãos, pele, pelos
Tudo
Que cabe dentro de mim
Parece até uma agitação sem fim
Falei: para!
E parou exatamente o que não era
para parar: eu
Parece até que o cérebro e o
coração inverteram de posição
Eu não sei quem é quem e o que faz
o que,
Mas eu preciso saber
Lembrando que eu somente eu sei
resolver
Eu digo sim e não
Eu digo: eu preciso me arrumar
É preciso estar no tempo em que se
está vivendo
Acompanhando...
Parei de acompanhar
Tento me colocar
Por conta própria me colocar
No meu lugar
Parece não adiantar...
Cada sentimento no lugar
Cada pedaço de mim em seu devido
momento
Parece não ir...
Eu tento arrumar:
Você no passado
Eu no presente
Mas os ventos ainda são
contrários.
domingo, 25 de agosto de 2013
Nunca mais?
O destino é nosso
está em nossas mãos
mas eu já lavei as minhas
que pena que foi assim
que pena que eu não vi ou ouvi outra solução
você me deixou faz tempo
e eu só aceitei agora
aquilo que custava para não acreditar
lavei as mãos porque elas já trabalharam demais
as suas, intactas
meus pés cansaram de correr para tentar alcançar
agora entendo que nada alcançariam
pois já não estava mais lá
tentei salvar e compreendi
não cabe a mim
salvar o teu fim
ou o nosso fim
terça-feira, 2 de abril de 2013
Meu alimento
Sei que ainda comi pouco, bebi
pouco e como dizem os mais velhos, a vida só está começando...
Mas do pouco que vivi, comendo o
que comi, bebendo o que bebi, sei falar, que aprendi
Agora, exatamente agora
De um short xadrez levantei, corri
tentando fugir, escapar. Não escapei.
Agora, exatamente agora
Entreguei-me
(não)
O não entender do acontecido
faz-se repetir em minha mente
E queima
Mas por que
Agora, exatamente agora
(e dias atrás)
A chama (mesmo que sempre estivera
ali queimando) parece ascender e borbulhar
Intensamente?
(entre outras mil perguntas
incrédulas presas correndo de um lado para o outro dentro de minha garganta)
Muda.
Calada.
Agora, exatamente agora
Como o que já comi
Com a memória
Vivo o que já vivi
(e também o que não vivi)
Sinto saudade do que não vi
Esse caminho não vai continuar
Não sei quando, vou parar
(talvez já esteja metade e metade)
Mas são tantas indagações e
rastros e passos e pássaros que não trazem a mensagem que eu espero ouvir
Parabéns!
Foi digno de ousadia
(aquela que eu nunca tive)
Ou ousadia ou o próprio não
gostar...
Prefiro ficar com a ousadia
Mas diga-me bem:
Como você voou se nem bateu as
asas?
E assim vão horas... voltam horas...
vão horas
Percebi coisas imperceptíveis
tempos atrás
Só porque estava aqui, do meu lado
(quase sempre existe algo para se
arrepender)
Mas por que se retirar?
Só precisava de um convite, para
ficar mais claro do que já está
Talvez (não o bom) mas o certo
Agora, exatamente agora
Seja ficar longe
Não entenda mal, não é culpa de
ninguém
Ela não existe aqui, para nós
Agora eu vejo
O que não via
E sinto
O que não sentia
Destino, tempo o que são?
Imensuráveis e inexplicáveis
Do meu alimento
Vou pegar o que preciso
E caminhar
(mesmo querendo ficar)
Se não fosse aquelas palavras...
(e se? Não existe)
E se o se não existe
Não vou interrompê-lo
(como você voou se nem bateu as
asas?)
Deixa para trás
Vou tentar não me assustar mais
(voar com minhas próprias pernas)
O Fantasma da Ópera
É muito profundo adentrar nessa
seara chamada solidão. Segundo Arthur Schopenhauer “O que torna as pessoas
sociáveis é a incapacidade de suportar a solidão e, nela, a si mesmos”. Afinal,
se fôssemos feitos para viver solitários não haveria mundo, e sim casulos
(embora alguns vivenciem esta experiência). Contudo, se a solidão fosse
desnecessária não existiriam momentos reflexivos, críticos e até acolhedores.
Está designado, impresso e rotulado que o ser humano não é máquina para
viver sozinho, existindo assim uma condição de convivência chamada sociedade,
esta que a título de curiosidade faz uma análise superficial e malfeita do que
é solidão. Humanos que somos, ou melhor, por ser vivo que somos a verdade é
clara de que precisa-se do próximo. E se pensar bem, a solidão, além da pessoal
(interna), não existe, pois se existe oxigênio no planeta para cada indivíduo
consumir, existe seres que o produzem para eles.
Ambígua que só, a solidão estranhamente também pode ser positiva a certo
ponto, porque correr para os braços de ninguém em uma hora ruim, pode se tornar
algo benéfico para si próprio. Não importa onde esteja se rodeado por uma ou um
milhão de pessoas à volta, a visão e o senso crítico parecem estar muito mais
aguçados que o normal, assim a percepção dos fatos da vida se tornam
milimetricamente notáveis.
Não existindo noção de espaço ou tempo para a solidão, ela se manifesta
quando houver uma abertura, se encaixando no incompleto da vida, esta que é o
conjunto de uma ópera magnífica sendo solidão, talvez, apenas um instrumento ou
um fantasma para a compreensão de uma partitura.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Nós em ar er ir
Olhar, encontrar, querer, sentar,
olhar, olhar, olhar, reparar
Avermelhar, falar, conversar,
tocar, sentir, desejar
Desejar, negar, tentar, querer,
negar
Acelerar, disparar, ouvir, olhar,
olhar, estrelar, musicar, ir, sair
Pensar, pensar, pensar
Sorrir, dormir, acordar, sorrir,
pensar
Querer, desejar, marcar,
encontrar, assistir, cinemar, sentir
Beijar
Gostar
Começar, pular, conhecer, afundar,
aprofundar, brincar
Gostar, familiarizar, guerinar,
feriar, sorrir, pensar
Gostar
Apartamentar, andar, tocar,
elevadorizar, progredir, deitar, sorrir
Gostar
Beijar, tirar, deitar, ouvir,
musicar, musicar
Sorrir, apaixonar, querer, ficar,
tocar, respirar, confiar
Gostar
Desanimar, quebrar, desapontar,
entristecer, tecer
Querer, negar, poder, afastar, ir,
vir, passar, agradecer
Ir
Chorar
Musicar.
quarta-feira, 6 de março de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
Você é meu elevador
A maior parte do tempo é para cima
Mas às vezes volta
Volta para buscar meu eu
O seu eu
E descobrir um pouco mais de nós
Só então
Subimos mais
Em movimento
Somos mais
Capazes de mover o vento
Em favorável direção
Para que ele nos leve
Como você me leva
Leve como uma pena
Parecendo ser fácil
O movimento do vento
E nessa travessia
Vai
E
Vem
Vem
E
Vai
Dentro de mim
Atravessa-me
Como que para encher a travessa do meu eu
E não só
Mas também
Bagunça-me
Eleva-me
Eleva a dor
Eleva a dor
E leva a dor
domingo, 30 de setembro de 2012
Querido domingo
Você vem ou eu vou?
Quase sempre você vinha
Quase sempre
(sorvete, bicicleta, pôr-do-sol)
Sempre o amei
Querido domingo,
Mas agora eu vejo
O quão doloroso você pode ser
Doce e amargo
Amado e odiado
E agora,
No final da tarde
O que resta é só solidão
Ah domingo você é tão poético
A sua beleza é tanta
Que me agoniza
O coração
Eu espero a semana inteira
Só para te encontrar
Querido domingo,
Gosto dessa nossa intimidade
Eu e você
Sozinhos
Todo domingo...
domingo, 23 de setembro de 2012
Dentro de mim
Está frio
Aqui,
Dentro de mim
Senti a brisa de
Agonia e dor
Chove lá fora
Chuva ácida que é
Corrói
E vai dançando por mim
Brincando
Ás vezes até ri, sorri
Pode rir e pode ir
Mas a sua fonte vai secar
E quando secar
Eu... É que vou
Dançar.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Casei-me com a ilusão
Deus... não quero questionar
Mas... Por quê? Me diz... Por quê?
Que eu só quero tentar entender
Nunca passei por isso
Por tanto sentimento
Sentimento acumulado, sentimento recente
Qualquer tipo de sentimento
Estou sentindo todos neste exato momento
Deus (se eu posso pedir sua ajuda) ajude-me!
Grite ao meu anjo da guarda e
Peça para ele acalmar meu coração
Para ser sincera, estou sem reação
(você aí)
Ah... você!
Quem é você? Quem é você?
Pessoa desconhecida
Doei meu sangue para ti
(desconhecido)
Que perigo
Só vem quando quer, quando precisa
Agora vou te dizer,
Quem não precisa mais de você
(eu)
Pela primeira vez e depois de tanto tempo
Eu dei conta
Que no final das contas
Não te conheço
(e agora, nem quero conhecer)
Casei-me com a ilusão
Sua máscara?
Caiu
Assim como caí na realidade
E estou me perguntando
Se preferia ainda estar imaginando
(não)
Sua vida é um palco de teatro
Faça a sua cena
Crie seus personagens
A minha parte acabou
Retiro-me desta cena
(deste palco)
Casei-me com a ilusão
Pena que você não percebeu
Pode vir
Acabou
Não vou mais assistir
Pode tirar sua máscara meu bem
Veja bem,
sábado, 18 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
De outro planeta
Esses dias eu estava olhando minha vida passar pela janela
do meu quarto,
Eu gostei de vê-la.
Apreciei os momentos bem. Soube aproveitar, até aqui.
Aqui onde dizem para mim: “Sua vida nem começou ainda!”
Não os culpo. Afinal, eles não sabem de mim.
Estou em outro planeta e um ser estranho veio ao meu encontro e sentou ao meu lado,
Fiquei parada, mas não com medo. Apesar de que, do planeta
que eu vim, tenho medo de tudo. T-u-d-o.
Ele disse que me conhecia, que eu era a menininha. Começou a
falar ao me respeito, e era verdade. Ele me conhecia bem.
Fomos juntos para a lua. Sentamos na beiradinha dela, eu fiquei balançando os pesinhos em um vai e vem constante, com a mão apoiada em meu rosto. Olhando as estrelas absurdamente incríveis e lindas.
O ser com suas anteninhas piscando ao meu lado disse: “Você conhece aqui. Sei que já vieram várias vezes aqui, não desse modo. Mas vieram.” E eu o compreendi, fiz um sinal positivo com a cabeça. Não queria falar nada.
“A sua dor, é daqui também – E é aqui que ela ficará quando voltar ao seu planeta.”
(Não! Eu sei que ela vai me acompanhar, pensei quase instantaneamente)
“Não fique assim minha menininha”
Sorri um sorriso triste. Posso ficar aqui para sempre?
“Não” – Ele sabe até dos meus pensamentos.
Eu não entendo. – as palavras saíram quase como um sussurro.
“Você não tem que entender, não tem que ficar tentando entender menininha!”
Eu não tenho que entender? Não era para as coisas serem assim. Mas aconteceram, e com nós. E de quem é a culpa? Minha? Eu queria poder voltar no tempo e ficar olhando o que aconteceu de olhos bem abertos! Eu quero mil explicações e das poucas que recebo nenhuma me parece lógica, e todo dia eu me pergunto: POR QUÊ? –
Explodi.
De repente estava girando, girando, girando e quando ia vomitar, cai.
Estava em casa, na sala. Pensei: voltei. Logo gritei para a
minha mãe, mas não houve respostas. Comecei a ouvir um barulho, e esse barulho
estava aumentando cada vez mais. Eram conversas, risadas, choros, tudo ao mesmo
tempo! Comecei a correr loucamente e quando cheguei ao meu quarto, vi o que
estava acontecendo.
O ser verde com anteninhas piscando estava sentado na minha cama, e o barulho aumentando. Gritei com as mãos tampando os ouvidos: QUE BARULHO É ESSE? PARA COM ISSO!!!
“Ouça menininha. Pegue as fotos. Veja sua vida.”
Então, parei e reparei. Todas as imagens contidas em todas as fotos do meu quarto estavam em movimento. Acontecendo o exato momento em que foram fotografadas. Além dos movimentos, é claro, as vozes.
Tentei pegar uma por uma, mas parecia que algo estava entrando no meu peito e me causando uma dor inimaginável, que mesmo sendo psicológica, conseguiu se tornar física.
Fechando meus olhos, comecei a chorar loucamente e senti meu corpo diminuir. De repente, quando voltei a abri-los, estava de volta na lua.
“Vou tornar a fazer isto quando souber que estaria pronta para sorrir se acontecesse de novo.”
Chorava agarrando as minhas pernas.
“Você não esta sozinha, eu vou te proteger menininha.” – as anteninhas sempre piscando.
Será que o problema da minha vida é o amor? O qual sempre louvei?
“O amor não é perfeito, mas de forma alguma é um problema. Nunca será”
Eu tenho mil perguntas. Eu estou perdida! O que eu faço agora? O que eu tenho que fazer? O que é o certo a fazer? Estou com tanto medo, e sozinha, desprotegida. Eu estou perdida, ME AJUDA, ME AJUDA! Eu não tenho ninguém para me ajudar, eu não sou mais ninguém!!! Me ajuda! – Não percebi, mas estava gritando de olhos fechados com as mãos no cabelo. Parecendo uma louca, mas estava mesmo.
Então, abri os olhos devagar desejando que a faca fosse retirada do meu peito. Mas isso não aconteceu, como também não houve respostas. Ao olhar para o lado, o menininho, o ser, o espírito, não sei o que era, mas era do bem, já não estava mais ali.
Sumiu.
Sem deixar vestígios.
Ficara eu, a lua e toda a escuridão imensa demonstrando tamanha solidão. Mas no meio da solidão tinha pontinhos brilhantes... lindos.
Não conseguia pensar em mais nada ao não na dor absurda que sentia e de como estava perdida.
Estava afastada de tudo e todos, em outro planeta, e isso era em parte bom. Não sabia o que fazer.
A dor era a falta. O sangue escorrendo era a falta, (a sua falta). A ausência é a pior das dores.
Enquanto minha cabeça explodia repetindo incansavelmente a frase: ‘absurdos, absurdos...eu te amo absurdos..” O meu vestido rosa começara a ficar vermelho.
Meu coração sussurrou como se quisesse gritar: “Meu Deus, meu Deus... Essa dor é de outro planeta!”
Frágil como uma pena...
Desmaiei.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Lágrima ácida
Ocorreu.
Então correu.
Lentamente... Ela correu
Com o mundo se acabando e ela
Nem ligando... Para mundo, para mim, para nada!
Perdida em sua acidez
Ela parou
Estacionou
Mas não estava me queimando,
Eu já tinha sido queimada antes,
Como se fosse pedra de gelo
Fui corroendo
Sou o que resta de mim,
Mesmo sem saber o que restou
Voltei na varanda
Que agora, esta vazia
Respirei fundo
Então senti o seu cheiro
Fechei os meus olhos
Respirei minha pele
Também contendo você
Como sempre
Ela ainda estava parada
E no final do dia
Eu ouvi: “Coraçãozinho partiu?”
Ela desceu, continuando seu percurso
Levando-me junto.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Casulo
Como a minha própria pasta de arquivos
Do meu computador diz:
“Para libertar a minha própria vida”
Atravessar a rua sozinha
Comprar sorvete sozinha
Vestir minha roupa sozinha
Cuidar de mim!!
Viver por mim!!
(um tanto quanto assustador, não?)
Abrir meu casulinho e bater asas...
Ba- ter asas...
Ba-ter asas...
Vo-ar...
Sempre tive seu rosto para olhar quando
Virasse-me de costas
De frente
Dos lados
Ao meu redor
Meu casulo me protegia! Esquentava-me,
Cuidava de mim!
Eu quero meu casulo de volta, volta casulo, volta...
Casulo não volta...
Casulo não pode voltar...
(não é o certo)
“Eu entendo...”
(quem sabe daqui um minuto, um mês, ou mil anos)
Mas a questão é: Só saímos dele, quando chegar à hora certa
Quando tivermos feito o que deveria ser feito
Quando a transformação estiver completa!
Talvez essa hora,
Tenha chegado
E por mais que eu tente evitar
Não querendo mudar
Tento entender que talvez minha missão ali esteja completa
Não a mais o que ser feito
Minha missão agora é sair do casulo
E,
Sorrir sozinha
Fazer acontecer
A minha metamorfose.
(mesmo que seja ambulante)
Mas de uma coisa eu sei:
O meu casulo, era o meu rumo.
Mas de uma coisa eu sei:
O meu casulo, era o meu rumo.
sábado, 23 de junho de 2012
Meu menininho
Não conheço menininho mais forte que o meu
Menininho mais frágil que o meu
Como um guerreiro meu menininho luta
Grita, corre, come, vai á guerra
Pula, canta, voa, bate asas!
Um dia suas asas se machucaram
E mesmo assim ele continua
Na luta
Tão bom espírito
Tão bem preparado
A vida lhe ensinou bem
Talvez seja mais um teste
Só um pouco mais forte de quando estava no colégio
Ele possui olhos de bondade
Um coração tão grande
Tão grande tão grande tão grande
Que às vezes meu menininho brinca de se esconder
Atrás dele
E ninguém consegue achar...
Procura, procura, procura por vestígios
Mas, nada.
De onde ele saiu?
Como ele veio parar aqui?
Ninguém desvenda o mistério
Eu não aceito o seu sofrimento
Aceito uma visita no meu aniversário
Sorria!
E será meu melhor presente
Sem justificativas
Nosso fim é igual nosso começo
Com a fragilidade à flor da pele...
sábado, 9 de junho de 2012
Domesticação mental
Não ouse pensar diferente, não ouse pensar. É
sempre um risco ter conhecimento, ser um artista, apesar de que na verdade, todos
somos. Incompletos e escondidos
artistas, pois a massa da sociedade corrompe a capacidade de crescer e a
incrível capacidade de criatividade do ser humano.
Nascemos pensantes e
logo somos cortados. Alienados. Ao longo
da vida, a sociedade transforma o ser humano em um robô com cérebro mecanizado
seguindo os passos de cada um, passo a passo, sem poder errar, sem poder
dançar.
Com o passar do tempo é preciso nascer de
novo. É preciso abrir os olhos e enxergar á sua volta, pois quem precisa comandar
a sua vida é você mesmo. Tome frente, não seja mais um alienado. É sempre
cômodo deixar tudo como esta, deixar ir, se levar... Mas, mudar é preciso.
As mentes estão
presas pela sociedade, mas ninguém poderá domesticar sua mente se ela já estiver
domesticada por você, pelos seus ideais, sua moral e pensamentos, algo que
ninguém lhe roubará.
Afinal, será você o
circulo em meio a milhões de quadrados?
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O que seria de mim sem ela
Nada, eu sei.
Absolutamente nada seria
E nada serei
Sem ela meu bem
A vida fica vazia
Vaga
Inútil, eu diria
Com ela nada se compara
Entra na alma
Invade o corpo
Faz dançar a mente
E depois ri
Porque afinal
Nunca existirá o seu final
(e nem poderia, pois sem ela, eu nada seria!)
É a tradução da vida
A vida em si
Equilíbrio
Ponto de paz
Perco-me
Mas não a perco!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Vem, vamos embora!
Quanta monotonia! Não há erro maior!
Esse sistema faz regredir o ser humano e seu
pensamento. Todos deveram entender: Podemos acreditar no ser humano. Somos
mais do que um sistema decorativo, decorativo, de-co-ra-ti-vo.
Separei certo as sílabas?
É só parar um instante para pensar: é possível
em uma prova avaliar o conhecimento de uma pessoa?
Atenção:
Conhecimento! (eu disse)
Ele é o foco. É algo que todos podem ter e o
único que ninguém lhe rouba.
O governo pede ajuda do povo, mas
não acredita em sua capacidade de crescer e evoluir. Temem. A evolução é
temida, porque quando acontecer, seremos o poder.
(o professor disse: “Abram a
apostila, página 580” e todos logo começaram a obedecer como de costume)
Escola! Uma criação correta dos seres, com
métodos errados. Aqui estou, escrevendo sem parar, enquanto o professor dita a
resposta do exercício para copiar no caderno. É aula de literatura, devia ser
diferente, não? Como em todas as aulas.
Começamos decoreba
Éramos decoreba
Somos decoreba
Seremos decoreba até quando?
A maneira de enxergarmos o mundo,
sem certo, sem errado, apenas a sua visão. Basta nascer o primeiro pensamento,
o primeiro questionamento. Sobre tudo, sobre o mundo. E assim, uni-los a
outros, e outros, e outros...
(Interrompendo: página 584!)
Quero voltar aqui e ver como esta
o mundo para os netos dos filhos dos meus filhos. Espero sorrir e poder dizer
tranquilamente: Eu acreditei.
Não podemos estagnar.
Quem se importa?
Talvez não tenha asas e nem um
arco em cima da cabeça
Talvez não seja bonito fisicamente
Eu não me importo
Com verdade vos digo: Eu não me
importo!
Penso que ele se transforme e como
anjo da guarda, me guarde em si
Um dia vou querer encontrá-lo
E agradecê-lo
Ora, vamos! Como haver só um
corpo?
Só matéria? Nada mais?
Então,
Quem te escreve aqui e agora?
Eu me importo.
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